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		<title>Triste fim do Cine York</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 15:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cultura; cinema; Cine York]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é saudosismo. Ainda que isso fosse perdoável, em se tratando de um cinema com a história do Cine York. Mas São José e, por extensão, Florianópolis perderam um dos raros refúgios do bom cinema nacional e estrangeiro. Após 10 anos de funcionamento, os proprietários anunciaram o fechamento da sala no final de setembro. Fato [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=108&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_109" class="wp-caption aligncenter" style="width: 340px"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/10/cotidianoufscbr.jpg"><img class="size-full wp-image-109" title="Bar Cine York" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/10/cotidianoufscbr.jpg?w=330&#038;h=180" alt="" width="330" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Bar Cine York</p></div>
<p style="text-align:left;">Não é saudosismo. Ainda que isso fosse perdoável, em se tratando de um cinema com a história do Cine York. Mas São José e, por extensão, Florianópolis perderam um dos raros refúgios do bom cinema nacional e estrangeiro. Após 10 anos de funcionamento, os proprietários anunciaram o fechamento da sala no final de setembro. Fato a lamentar.</p>
<p style="text-align:left;">Foi ali que poucos, como eu, puderam ter maior contato com as obras de Fellini e Bergman. Por mais felliniano que pareça, em tempos de recordes de bilheteria com <em>Homem-Aranha</em> e <em>Shrek</em>, o Cine York promoveu por volta de 2004 um festival somente com filmes do diretor italiano.</p>
<p style="text-align:left;">Somente um cinema com a personalidade do Cine York cometeria tal atrevimento diante de incontávei Blockbusters nos cinemas dos shopping centers. Sem falar na ausência das demais salas independentes, quase sagradas, que deram lugar a outro tipo de culto no centro da cidade.</p>
<p style="text-align:left;">Foi, de fato, uma luta inglória e desproporcional. Em menos de três anos, Florianópolis ganhou 15 salas de cinema para rodarem fitas dos grandes estúdios cinematográficos. São 21 contra 1. Na verdade, contra 2. O Cine York tinha como aliado o Centro Integrado de Cultura, o CIC, outro refúgio para os legítimos amantes da sétima arte. Não por acaso, o proprietário do cinema de São José, Gilberto Gerlach, também criou o Clube de Cinema Nossa Senhora do Desterro, no CIC.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Renascimento e queda</strong><br />
O Cine York foi criado em 1998, nos moldes do antigo cinema, de mesmo nome, que funcionava junto ao Teatro Adolpho Mello, na praça histórica, entre os anos de 1925 e 1932. (veja foto abaixo) Seguindo um caminho diferente do CIC, a sala josefense tentou misturar filmes autorais, os ditos cult, com as fitas do circuito comercial. Assim, obras como <em>8 ½</em>, de Fellini, dividiram espaço com <em>Titanic</em>.</p>
<p style="text-align:left;">O filme do diretor James Cameron, por sinal, deve ter batido o recorde de permanência em cartaz no cinema. Foi pelo menos um ano de reprodução da obra no Cine York. E isso quando <em>Titanic</em> já havia esgotado as salas tradicionais dos shopping centers.</p>
<p style="text-align:left;">Esse foi, na verdade, um dos motivos para o fechamento do local. “É muito caro e difícil trazer os filmes pra cá enquanto eles são novidades. Muitas vezes, o filme está passando aqui, mas já pode ser alugado nas locadoras&#8221;, afirmou Adriana Gerlach, que trabalha no Cine York, ao site <a href="http://www.cotidiano.ufsc.br/cotidiano/exibe.php?id=1578" target="_blank">cotidiano.ufsc.br</a>.</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Os Gerlach decidiram, então, que não valeria mais a pena manter a sala funcionando&#8221;, completou. &#8220;Os costumes mudaram. Tá todo mundo acomodado, ninguém quer mais sair pra nada&#8221;, concluiu o cinéfilo Osni Machado, historiador amador, que acompanhou de perto o ressurgimento e a queda do cinema. Seu Nini, como é conhecido nas redondezas, mantém registros históricos únicos da cidade.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-112" title="Hall do Theatro e do Cine lá pelos idos de 1925" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/10/saguao-do-theatro-e-cine-york-apos-reforma-de-19252.jpg?w=271&#038;h=186" alt="" width="271" height="186" /></p>
<p style="text-align:left;">Os costumes, ao que Osni se refere, são as opções culturais. Elas não param de minguar na cidade, incluindo a capital, é claro. Em tempos de crescimento desordenado e ondas de migrações de outros estados, Florianópolis perde uma fonte cultural legítima e diversa do “mais do mesmo” das demais salas de cinema. Ao contrário do prejuízo financeiro do Cine York, o saldo negativo para a cidade é imensurável.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/analgesico.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/analgesico.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/analgesico.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/analgesico.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/analgesico.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/analgesico.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/analgesico.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/analgesico.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/analgesico.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/analgesico.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/analgesico.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/analgesico.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/analgesico.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/analgesico.wordpress.com/108/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=108&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Frase Olímpica</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 05:21:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[esportes]]></category>
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		<description><![CDATA[Da revista Piauí: “Na definição do ensaísta Christopher Lasch, o esporte, do qual os Jogos Olímpicos representam o apogeu, mistura talento, inteligência e concentração máxima de propósito – numa atividade totalmente desprovida de sentido, que em nada contribui para o bem-estar ou riqueza da coletividade, nem para a sua sobrevivência física. Mas ela é, ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=105&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da revista Piauí:</p>
<p style="text-align:left;">“Na definição do ensaísta Christopher Lasch, o esporte, do qual os Jogos Olímpicos representam o apogeu, mistura talento, inteligência e concentração máxima de propósito – numa atividade totalmente desprovida de sentido, que em nada contribui para o bem-estar ou riqueza da coletividade, nem para a sua sobrevivência física.</p>
<p style="text-align:left;">Mas ela é, ao mesmo tempo, a atividade que melhor evoca a perfeição da infância, com regras e limites criados só para aumentar o prazer da dificuldade, e aos quais os participantes aderem por livre e espontânea vontade”.</p>
<p style="text-align:right;">De Dorrit Harazim, na edição de agosto</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/analgesico.wordpress.com/105/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/analgesico.wordpress.com/105/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/analgesico.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/analgesico.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/analgesico.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/analgesico.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/analgesico.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/analgesico.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/analgesico.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/analgesico.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/analgesico.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/analgesico.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/analgesico.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/analgesico.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/analgesico.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/analgesico.wordpress.com/105/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=105&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Persistência e suor</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 02:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Nadal]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Federer]]></category>
		<category><![CDATA[tênis]]></category>

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		<description><![CDATA[Esporte não é um assunto recorrente neste blog. Mas vou abrir pelo menos uma exceção neste mês. (Talvez ocorram outras já que este jornalista está envolvido na cobertura esportiva há pouco mais de 30 dias). O nome da exceção é Rafael Nadal, o novo número 1 do tênis mundial. Dotado de uma força mental impressionante, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=92&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Esporte não é um assunto recorrente neste blog. Mas vou abrir pelo menos uma exceção neste mês. (Talvez ocorram outras já que este jornalista está envolvido na cobertura esportiva há pouco mais de 30 dias). O nome da exceção é Rafael Nadal, o novo número 1 do tênis mundial.</p>
<p style="text-align:left;">Dotado de uma força mental impressionante, possivelmente sem comparação com nenhum outro atleta, de qualquer esporte, Nadal é um guerreiro das quadras. Não desiste de nenhuma jogada, mesmo que esteja com larga vantagem no placar. Suas disparadas no saibro já levaram os fãs a comparar: Nadal 4 x 4, em referência aos carros com tração reforçada.</p>
<p style="text-align:left;">Tal persistência também se revela na busca pelo topo do tênis, finalmente conquistado na semana passada. E não foi fácil. Se não bastassem as 156 semanas seguidas que o espanhol passou na segunda posição do ranking de entradas da ATP (a Associação dos Tenistas Profissionais), Nadal ainda vai ter que esperar até o dia 18 para ser oficializado no trono do esporte. </p>
<div id="attachment_94" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/08/78699597-m.jpg"><img class="size-medium wp-image-94" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/08/78699597-m.jpg?w=300&#038;h=206" alt="Rafael Nadal em Wimbledon, em julho" width="300" height="206" /></a><p class="wp-caption-text">Rafael Nadal em Wimbledon, em julho</p></div>
<p style="text-align:left;"><strong>Annus mirabilis</strong><br />
2008 foi um ano que resume bem a perseverança deste jogador. Estável na segunda posição do ranking, atrás apenas do suíço Roger Federer, uma lenda vida do esporte, Nadal teve que defender sua colocação com unhas e dentes em dois confrontos diretos contra o número 3, o sérvio Novak Djokovic. Foram duas semifinais: no Masters Series de Hamburgo, na Alemanha, e em Roland Garros, na França.</p>
<p style="text-align:left;">O espanhol venceu as partidas, manteve a posição, chegou às finais, conquistou os títulos e ainda se aproximou de Federer. De ameaçado passou a ameaçar o reinado do tenista que bateu o recorde de semanas seguidas no topo: 235 semanas, ou quase 4 anos e meio.<a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/08/independent.jpg"><img class="size-medium wp-image-95 alignright" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/08/independent.jpg?w=232&#038;h=300" alt="Capa do The Independent de 7 de julho, um dia após conquistar Wimbledon" width="232" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Em Roland Garros, teve que enfrentar a pressão de ser tricampeão e favoritíssimo ao tetra. Pior. Como eraseguido de perto por Djokovic, o espanhol era obrigado a conquistar o título para defender os pontos obtidos no ano anterior. Se chegasse à final e perdesse, por exemplo, ele veria sua pontuação descer ladeira abaixo junto com sua posição. Mas Nadal não se intimidou. Eliminou Djokovic na semifinal, no confronto direto e derrotou Federer na final, com uma facilidade assustadora.</p>
<p style="text-align:left;">Feito o dever de casa, era hora de ir além. E ele foi. Na grama de Wimblendon, na Inglaterra, enfrentou o número 1 do mundo, pentacampeão do torneio, o mais tradicional do esporte, numa batalha épica de 4h48 minutos de duração, e levou a troféu para a Espanha, o que não acontecia desde 1966. De quebra, mostrou que não era um tenista que vencia apenas em quadras de saibro, consideradas mais lentas.</p>
<p style="text-align:left;">Foi o sexto título do ano. A terceira vitória sobre Federer, todas em finais, e mais os consideráveis 1 mil pontos por vencer Wimbledon. E ele virou número 1? Ainda não.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Perseverança</strong><br />
Seria preciso vencer o Masters Series de Toronto, no Canadá, e contar com o tropeço de Federer na competição, o que realmente aconteceu. O tenista alcançou os impressionantes 6 mil pontos no ranking, mas ainda não era suficiente para superar os 6.600 do suíço. Não é fácil bater uma lenda que já batera quase todos os recordes do tênis.</p>
<p style="text-align:left;">Somente chegando à semifinal do Masters Series de Cincinnati, nos EUA, e contando novamente com uma derrota do suíço no meio do caminho, seria possível finalmente desbancar Federer. Dito e feito.</p>
<p style="text-align:left;">E veio o número 1? Não. A vida de um atleta é dura. E Nadal, como se sabe, não desiste.</p>
<p style="text-align:left;">Por causa do sistema de pontuação da ATP (a Associação dos Tenistas Profissionais), a nova colocação, enfim no topo, só será computada no dia 18, depois dos Jogos Olímpicos de Pequim.</p>
<p style="text-align:left;">E Nadal ficou satisfeito? Depois de vencer sete títulos no ano, incluindo dois Grand Slams, o espanhol agora quer levar a medalha de ouro em Pequim. &#8220;É outro degrau em um longo processo. Trabalhei muito nos últimos quatro, cinco anos&#8221;, afirma. E, sem perder a humildade, o novo rei do tênis não poupa elogios à Federer. &#8220;O mundo precisa continuar a vê-lo como o tremendo campeão que ele é, e continua sendo&#8221;.</p>
<p style="text-align:left;">Em tempos olímpicos, sempre é bom lembrar como se faz e como age um verdadeiro campeão.</p>
<div id="attachment_96" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/08/cbcca.jpg"><img class="size-medium wp-image-96 " src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/08/cbcca.jpg?w=300&#038;h=183" alt="Arracanda no Torneio de Queen's na Inglaterra (ww.cbc.ca)" width="300" height="183" /></a><p class="wp-caption-text">Arracanda do incansável tenista no Torneio de Queen&#39;s na Inglaterra (ww.cbc.ca)</p></div>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/analgesico.wordpress.com/92/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/analgesico.wordpress.com/92/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/analgesico.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/analgesico.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/analgesico.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/analgesico.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/analgesico.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/analgesico.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/analgesico.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/analgesico.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/analgesico.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/analgesico.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/analgesico.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/analgesico.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/analgesico.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/analgesico.wordpress.com/92/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=92&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Frase da semana</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 13:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tzvetan Todorov]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão: &#8220;O ceticismo é o inverso do espírito das Luzes porque só tem a aparência de sabedoria, mas não constrói nada. Sem sua contrapartida positiva, observa Todorov, o discurso crítico cai no vazio&#8221;.                      Antônio Gonçalves Filho, em uma resenha sobre  O Espírito das Luzes, novo livro do filósofo Tzvetan Todorov, para quem o Iluminismo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=85&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do Estadão:</p>
<p style="text-align:left;">&#8220;O ceticismo é o inverso do espírito das Luzes porque só tem a aparência de sabedoria, mas não constrói nada. Sem sua contrapartida positiva, observa Todorov, o discurso crítico cai no vazio&#8221;.</p>
<p style="text-align:right;">                     Antônio Gonçalves Filho, em uma resenha sobre  <em>O Espírito das Luzes</em>, novo livro do filósofo Tzvetan Todorov, para quem o Iluminismo é a porta de saída para a crise.</p>
<div id="attachment_86" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/todorov.jpg"><img class="size-medium wp-image-86" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/todorov.jpg?w=300&#038;h=192" alt="O filósofo Tzvetan Todorov" width="300" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">O filósofo Tzvetan Todorov</p></div>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/analgesico.wordpress.com/85/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/analgesico.wordpress.com/85/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/analgesico.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/analgesico.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/analgesico.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/analgesico.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/analgesico.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/analgesico.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/analgesico.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/analgesico.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/analgesico.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/analgesico.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/analgesico.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/analgesico.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/analgesico.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/analgesico.wordpress.com/85/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=85&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">O filósofo Tzvetan Todorov</media:title>
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		<title>Norah Jones, a atriz</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 01:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Norah Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Um Beijo Roubado]]></category>
		<category><![CDATA[Wong Kar-wai]]></category>

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		<description><![CDATA[2007 foi um ano produtivo para Norah Jones. Além de soltar a voz em novo CD, Stay With Me, a cantora e pianista estadunidense estreou na sétima arte. Em Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights, no título original) – mais um daqueles casos em que a tradução do título distorce a idéia do filme – [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=76&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_77" class="wp-caption alignright" style="width: 230px"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/capa_myblueberrynights.jpg"><img class="size-medium wp-image-77   " src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/capa_myblueberrynights.jpg?w=220&#038;h=300" alt="Jude Law &amp; Norah Jones" width="220" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Um Beijo Roubado, na tradução brasileira</p></div>
<p style="text-align:left;">2007 foi um ano produtivo para Norah Jones. Além de soltar a voz em novo CD, <em>Stay With Me</em>, a cantora e pianista estadunidense estreou na sétima arte. Em <em>Um Beijo Roubado</em> (<em>My Blueberry Nights</em>, no título original) – mais um daqueles casos em que a tradução do título distorce a idéia do filme – Norah não faz feio em sua personagem que atravessa o país com o objetivo de superar uma desilusão amorosa e descobrir a si mesma.</p>
<p style="text-align:left;">Em sua viagem, Norah, ou Elizabeth, esbarra com pessoas que, a sua semelhança, enfrentam as dores do amor. Mas, ao contrário de sua postura pró-ativa de tentar se recuperar, esses personagens não conseguem aceitar as decepções de seus ex-amores e mostram como relacionamentos mal resolvidos podem paralisar a vida de alguém. Violência, alcoolismo e mesa de jogos são algumas alternativas ao enfrentamento da situação indesejada.</p>
<p style="text-align:left;">É o caso de Arnie Copeland, interpretado pelo sempre excelente David Strathairn, que se apóia em doses cavalares de uísque ao invés de aceitar o divórcio de Sue Lynne (Rachel Weisz). Ela, por sua vez, humilha sem piedade o ex-marido, que, em outros tempos, lhe serviu de muleta quando sua vida não tinha grandes perspectivas. Ou ainda Leslie (Natalie Portman), que tenta de todas as formas ignorar seu pai, com a mesma intensidade que busca chamar sua atenção.</p>
<p style="text-align:left;">É com essas figuras, nesse road-movie, que o aclamado diretor chinês Wong Kar-wai (presidente do júri do Festival de Cannes, em 2006), monta um tratado sobre a afetividade e as conseqüências de sua ausência. Idéia que se completa com o retorno, ao local de origem, de uma nova Elizabeth, transformada pelas vidas que presenciou e recuperada de sua decepção, fazendo um contraponto às escolhas erráticas dos demais personagens. E nos braços de um novo amor, Jeremy (Jude Law), na cena que justifica a tradução brasileira do nome do filme.</p>
<div id="attachment_80" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/beijo-roubado04.jpg"><img class="size-medium wp-image-80" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/beijo-roubado04.jpg?w=300&#038;h=200" alt="Jude Law &amp; Norah Jones" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Jude Law &amp; Norah Jones</p></div>
<p><strong>Analgésico prescreve&#8230;</strong><br />
&#8230; o novo CD de Norah Jones – <em>Stay With Me</em>. E principalmente a faixa <em>No Easy way Down</em>, sugestão, ainda que por acaso, de uma leitora do blog que sofre de constante enxaqueca, mas resiste aos remedinhos. Analgésico assina embaixo e prescreve 10 minutos de Norah Jones para curar dor de cabeça. Em caso de reincidência, ouça o CD inteiro.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/analgesico.wordpress.com/76/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/analgesico.wordpress.com/76/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/analgesico.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/analgesico.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/analgesico.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/analgesico.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/analgesico.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/analgesico.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/analgesico.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/analgesico.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/analgesico.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/analgesico.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/analgesico.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/analgesico.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/analgesico.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/analgesico.wordpress.com/76/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=76&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Jude Law &#38; Norah Jones</media:title>
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		<title>Mudanças de hábito</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 23:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Campo do Tenente]]></category>
		<category><![CDATA[monge]]></category>
		<category><![CDATA[Mosteiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem lá no interior do Paraná, quase na divisa com Santa Catarina, 23 monges vivem para a oração, para o estudo e para o trabalho no Mosteiro Trapista &#8211; Nossa Senhora do Novo Mundo, localizado no pequeno município de Campo do Tenente, de 6.461 habitantes, a 90 km de Curitiba. Os religiosos, de 18 a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=63&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">Bem lá no interior do Paraná, quase na divisa com Santa Catarina, 23 monges vivem para a oração, para o estudo e para o trabalho no Mosteiro Trapista &#8211; Nossa Senhora do Novo Mundo, localizado no pequeno município de Campo do Tenente, de 6.461 habitantes, a 90 km de Curitiba.</div>
<p>Os religiosos, de 18 a 88 anos, se dedicam a oração , praticada 7 vezes ao dia, plantam, colhem, assam pães caseiros e biscoitos e estudam, em uma biblioteca de 14 mil volumes, entre filosofia, teologia, sociologia e até literatura. Tudo dentro de uma rotina rígida, que começa às 2h45 da manhã, hora de levantar da cama, até às 19h30, quando vão dormir.</p>
<div id="attachment_68" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/dsc02331_edit.jpg"><img class="size-medium wp-image-68 " src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/dsc02331_edit.jpg?w=225&#038;h=300" alt="Caminho para a hospedaria dos visitantes" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Caminho para a hospedaria dos visitantes</p></div>
<p style="text-align:left;">O Mosteiro é parecido com um grande sítio, mergulhado na natureza. Entre o portal na beira da estrada e a hospedaria são cerca de 2 km de distância, percorridos numa estradinha de chão, ladeada por árvores, extensas plantações e até um açude, habitado por poucos peixes.</p>
<p style="text-align:left;">A casa dos monges é separada da hospedaria por cerca de 200 metros de folhagens, passarinhos e, com sorte, até um esquilo, que de vez em quando dá as caras. Também há um muro de pouco mais de 1,80 de altura rodeando o ambiente privado dos religiosos.</p>
<p style="text-align:left;">Há pouco contato com os monges. Além das orações na capela, onde é possível ficar a poucos metros dos religiosos, o maior contato com visitantes ocorre durante o almoço, que é servido numa sala, ao lado do refeitório, na casa dos monges, do outro lado do muro.</p>
<p style="text-align:left;">Foi nesse ambiente que entrei em contato com duas boas histórias, que resumo abaixo:    </p>
<p style="text-align:left;"><strong>Do campo de guerra para Campo do Tenente<br />
</strong>Irmão Francisco nasceu na Filadélfia, nos EUA, filho de pai americano e mãe alemã. Hoje com 88 anos, o monge participou da Segunda Guerra Mundial como co-piloto dos Aliados. Em um vôo sobre a Alemanha, o avião, com 5 tripulantes, foi atingido. O futuro monge pulou de pára-quedas da aeronave em chamas, junto com os companheiros de batalha.</p>
<p style="text-align:left;">Ao cair em território alemão, não imaginou que seu sobrenome alemão pioraria uma situação já crítica. Nas mãos dos soldados nazistas, o americano foi tachado de traidor, o que lhe rendeu mais sofrimento em comparação aos demais prisioneiros. Irmão Francisco não dá detalhes do que passou. Apenas lembra que sobreviveu.</p>
<p style="text-align:left;">Ao retornar para os EUA, renegou sua a vida que levava até então. Em uma tarde ensolarada, o americano saiu para passear de carro com sua namorada, como costumava fazer. Tirou a gravata. “Nunca mais vou usar isso”, disse à companheira. No meio do caminho, passou por uma ponte, onde costumava se encontrar com ela. “Essa é a última vez que passo por aqui”. Aos poucos, ele foi se desfazendo de sua antiga vida. “Aliás essa é a última vez que você está me vendo”, disse, sem rodeios, à namorada.</p>
<p style="text-align:left;">E voltou sua atenção para o volante, em direção ao Mosteiro Trapista de Massachusetts, estado ao norte dos EUA, onde foi ter uma nova vida.</p>
<div id="attachment_66" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/fundos_igreja1.jpg"><img class="size-medium wp-image-66  " src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/fundos_igreja1.jpg?w=300&#038;h=203" alt="Capela do Mosteiro" width="300" height="203" /></a><p class="wp-caption-text">Capela do Mosteiro</p></div>
<p style="text-align:left;">O ex-combatente adotou o nome de Irmão Francisco. Hoje, com seus ralos cabelos brancos, é o mais velho dos monges do mosteiro de Campo do Tenente, onde mora há 20 anos. Foi um dos primeiros monges do local, vindo diretamente dos EUA. Até o ano passado, recebia, ainda com um forte sotaque inglês, os visitantes que ficam hospedados no mosteiro. Devido à idade avançada, o Irmão foi substituído no posto de monge-hospedeiro, mas ainda auxilia seu substituto quando pode.</p>
<p style="text-align:left;">E, pra quem duvida, ele mostra uma foto antiga, onde aparece em um avião, com o símbolo americano estampado, ao lado de outros soldados.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Inversão de papéis</strong><br />
Irmão José nasceu na Suíça, numa família abastada, “em berço de ouro”, como se costuma dizer. Sua família era dona da Bayer, aquela mesma da aspirina. Como boa parte de seus parentes, ele trabalhou na empresa farmacêutica. E progrediu. Em pouco tempo, alcançou o posto de diretor da empresa responsável pela América Latina.</p>
<div id="attachment_69" class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/dsc02390_edit.jpg"><img class="size-medium wp-image-69  " src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/07/dsc02390_edit.jpg?w=225&#038;h=300" alt="Área reservada dos monges" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Área reservada dos monges</p></div>
<p style="text-align:left;">Era o quinto homem mais rico do continente sul-americano e tinha, sob seu comando, 400 funcionários. Morava sozinho, em São Paulo, numa mansão de 19 cômodos na companhia de apenas um cachorro, à semelhança de Quincas Borba, o personagem literário de Machados de Assis.</p>
<p style="text-align:left;">Um dos executivos mais bem-sucedidos do país, aos 40 anos, com sua fortuna acumulada, poderia morar num hotel de 5 estrelas pelo resto da vida, sem mais trabalhar. O Suíço, no entanto, deu uma guinada radical em sua vida.</p>
<p style="text-align:left;">Largou tudo. Mansão, cachorro, família, nome e sobrenome. Doou seu dinheiro para parentes, instituições de caridade e amigos, novamente como fez o “filósofo” Quincas Borba. Sua residência, por exemplo, virou uma casa de repouso para mendigos, administrada por uma Ong. Viajou para Campo do Tenente e se juntou aos outros monges. E adotou o epíteto de Irmão José.</p>
<p>Sua mudança de vida ficou famosa. Até repórteres do Fantástico, da rede Globo, foram conhecer esse executivo milionário que resolveu abrir mão de conforto, luxo e até das modernidades mais prosaicas da vida, como TV, telefone e rádio, para viver uma vida simples, quase espartana no Mosteiro Trapista.</p>
<p>Ao chegar no local, o repórter fez a pergunta que não queria calar: Por quê? A resposta foi tão simples quanto desconcertante. “Já fui muito servido nessa vida. Agora é a minha vez de servir”, declarou.</p>
<p>E adentrou o mosteiro, onde passou a cumprir a rotina dos demais monges: cozinhar, lavar louça, limpar banheiros e participar de todas as 7 orações diárias, a começar pela primeira do dia, às 3 horas da manhã.</p>
<p style="text-align:left;">(Mais informações sobre o mosteiro em <a href="http://www.mosteirotrapista.org.br/">http://www.mosteirotrapista.org.br/</a>)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/analgesico.wordpress.com/63/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/analgesico.wordpress.com/63/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/analgesico.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/analgesico.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/analgesico.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/analgesico.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/analgesico.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/analgesico.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/analgesico.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/analgesico.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/analgesico.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/analgesico.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/analgesico.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/analgesico.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/analgesico.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/analgesico.wordpress.com/63/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=63&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Caminho para a hospedaria dos visitantes</media:title>
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			<media:title type="html">Capela do Mosteiro</media:title>
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			<media:title type="html">Área reservada dos monges</media:title>
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		<title>Ciência &amp; Arte</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 16:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[plaqueta]]></category>

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		<description><![CDATA[A foto de uma plaqueta sanguínea &#8211; responsável pela coagulação do sangue - venceu o concurso de imagens Reflections of Research, da Fundação Britânica do Coração (British Heart Fundation, BHF). O autor da foto, Steve Thomas, vai ganhar o equivalente a US$ 1 mil para seu desenvolvimento profissional. A competição, anual, reúne imagens feitas a partir de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=61&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/celula.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-62" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/celula.jpg?w=290&#038;h=300" alt="Plaqueta, por Steve Thomas (Universidade de Birmingham)" width="290" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:left;">A foto de uma plaqueta sanguínea &#8211; responsável pela coagulação do sangue - venceu o concurso de imagens <em>Reflections of Research, </em>da Fundação Britânica do Coração (British Heart Fundation, BHF). O autor da foto, Steve Thomas, vai ganhar o equivalente a US$ 1 mil para seu desenvolvimento profissional.</p>
<p>A competição, anual, reúne imagens feitas a partir de pesquisas científicas. Com foco no campo da cardiologia, o projeto pretende chamar atenção para o estudo da área e arrecadar cerca de US$ 3 milhões para futuras pesquisas no setor. </p>
<p style="text-align:left;">As fotos finalistas podem ser vistas no site da BBC: <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/845_sciencepics/">http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/845_sciencepics/</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/analgesico.wordpress.com/61/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/analgesico.wordpress.com/61/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/analgesico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/analgesico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/analgesico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/analgesico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/analgesico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/analgesico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/analgesico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/analgesico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/analgesico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/analgesico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/analgesico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/analgesico.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/analgesico.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/analgesico.wordpress.com/61/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=61&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Plaqueta, por Steve Thomas (Universidade de Birmingham)</media:title>
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		<title>Hora do Apocalipse</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 18:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[planeta]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois do sucesso de Uma Verdade Inconveniente, que rendeu Oscar e Prêmio Nobel ao ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, agora é a vez de Leonardo Di Caprio mostrar que não é apenas um ator em ascensão, alheio a situação do planeta, cada vez mais degradado. Essa nova celebridade-verde produziu e apresenta o documentário A Última [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=57&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/ultima_dicaprio.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-58" style="float:right;" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/ultima_dicaprio.jpg?w=201&#038;h=300" alt="Di Caprio, a mais nova celebridade-verde" width="201" height="300" /></a>Depois do sucesso de <em>Uma Verdade Inconveniente</em>, que rendeu Oscar e Prêmio Nobel ao ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, agora é a vez de Leonardo Di Caprio mostrar que não é apenas um ator em ascensão, alheio a situação do planeta, cada vez mais degradado. Essa nova celebridade-verde produziu e apresenta o documentário <em>A Última Hora</em> (<em>The 11th Hour</em>, no título original), que tem a missão de fazer um alerta sobre os problemas ambientais que perturbam o equilíbrio da Terra.</p>
<p>Ao contrário da obra de Gore, no qual o ex-futuro presidente dos EUA, como ele mesmo gosta de se denominar, é basicamente a única fonte a argumentar, <em>A Última Hora</em> traz especialistas independentes e diversos, que vão de psicólogos, presidentes de associações e ONGs até um reverendo e um rabino. Mas conta também com a credibilidade de figuras conhecidas como o astrofísico Stephen Hawking, o ex-presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev e Andrew Revkin, especialista em meio ambiente do <em>The New York Times</em>.</p>
<p>A comparação entre os documentários de Al Gore e Di Caprio é inevitável. Apesar da ausência de depoimentos, o vídeo do político democrata é mais provido de dados científicos. Números e gráficos são apresentados de forma digerível e com uma qualidade visual inegável. Tal abordagem só é possível porque a obra se concentra em apenas um assunto, o aquecimento global, sem se dispersar por outras questões ambientais.</p>
<p>No caso d’<em>A Última Hora</em>, a situação é inversa. Ao empilhar 90 minutos de entrevistas, o roteiro irregular mais parece uma metralhadora giratória, mirando em todos os problemas ambientais do planeta, de forma superficial. Do petróleo ao desmatamento, daí para os oceanos e, em seguida, à poluição dos rios americanos, o documentário de Di Caprio sacrifica fluência e sentido, assim como a credibilidade. Por incrível que pareça, a obra é mais assustadora que <em>Uma Verdade Incoveniente</em>.</p>
<p><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/ultima_hora.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-59" style="float:left;" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/ultima_hora.jpg?w=202&#038;h=300" alt="Pôster do documentário" width="202" height="300" /></a>Mais grave são alguns depoimentos cientificamente irresponsáveis que o vídeo parece corroborar. Em um deles, o aumento do número de casos de doenças tão diferentes, como asma, câncer de testículo e mal de Alzheimer, é atribuído às mudanças no meio ambiente. Sem dados ou maiores explicações.</p>
<p>E a superficialidade vai além. Lá pelos minutos finais, o documentário sugere que a culpa por todos os problemas é, claro, da globalização, das grandes corporações e do governo dos EUA. Assim mesmo, sem encadear nenhuma causa e efeito.</p>
<p>É verdade que a obra também relaciona o estado do planeta aos excessos do estilo de vida americano. E esse é um dos pontos positivos do vídeo. Mas as críticas ao consumismo, embora justificáveis, não resultam em nenhuma solução viável. Pelo contrário, direcionam a causa ambientalista para uma utopia, condicionando a salvação do planeta à “mudança do homem”, com temerosos ares de religião. Além de gerar desconfiança, essa relação arrisca a credibilidade do movimento ambiental.</p>
<p>Apesar de pregar inutilmente contra o consumo, o documentário também apresenta sugestões, que no fundo tem o mérito de defender a utilização do conhecimento científico e tecnológico como ferramenta para melhorar a convivência do homem com a natureza. Trata-se de uma forma mais viável e pragmática de enfrentar o problema. O que deve ser evitado é unir a visão ambientalista a uma abordagem religiosa, como se o desastre ambiental fosse o prenúncio do Apocalipse.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/analgesico.wordpress.com/57/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/analgesico.wordpress.com/57/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/analgesico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/analgesico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/analgesico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/analgesico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/analgesico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/analgesico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/analgesico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/analgesico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/analgesico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/analgesico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/analgesico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/analgesico.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/analgesico.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/analgesico.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=57&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Di Caprio, a mais nova celebridade-verde</media:title>
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			<media:title type="html">Pôster do documentário</media:title>
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		<title>As idéias do candidato brasileiro ao Nobel</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 18:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[macaco]]></category>
		<category><![CDATA[neurociência]]></category>
		<category><![CDATA[nicolelis]]></category>
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		<description><![CDATA[Considerado o maior cientista brasileiro da atualidade, o neurocientista Miguel Nicolelis ficou famoso depois de fazer um macaco, em um laboratório nos EUA, mover um robô no Japão, usando apenas a “força do pensamento”. Tal conquista foi possível porque o cérebro do bichano identificou a estrutura mecânica, em Tóquio, como se fosse um terceiro braço, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=54&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/nicolelis_dukemagazine.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-55" style="float:right;" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/nicolelis_dukemagazine.jpg?w=193&#038;h=300" alt="Nicolelis e o &quot;terceiro braço&quot; (Duke Magazine)" width="193" height="300" /></a>Considerado o maior cientista brasileiro da atualidade, o neurocientista Miguel Nicolelis ficou famoso depois de fazer um macaco, em um laboratório nos EUA, mover um robô no Japão, usando apenas a “força do pensamento”. Tal conquista foi possível porque o cérebro do bichano identificou a estrutura mecânica, em Tóquio, como se fosse um terceiro braço, uma extensão de seu corpo. De acordo com Nicolelis, o encéfalo animal, e o humano também, assimila as ferramentas que usamos diariamente, como ocorre com os tenistas, por exemplo. Depois de anos de treinamento, o cérebro dos atletas identifica a raquete como um prolongamento do braço.</p>
<p>Nicolelis também ganhou reconhecimento por criar o Instituto Internacional de Neurociência de Natal, no Rio Grande do Norte, com o objetivo de promover a ciência numa das regiões mais desprezadas do Brasil e trazer de volta cientistas brasileiros que deixaram o país para fazer ciência lá fora.</p>
<p>O reconhecimento da atuação de Nicolelis foi acompanhado pela imprensa nacional em inúmeras entrevistas. Algumas abordaram o seu prestígio internacional. Outras, a contribuição social do Instituto de Natal e até sua paixão pelo Palmeiras.</p>
<p>Mas nenhuma se debruçou sobre as idéias desse cientista, candidato ao Prêmio Nobel. Na edição de maio, a <em>Caros Amigos</em> conversou com o pesquisador e tornou possível uma visão mais clara da contribuição de Nicolelis para a neurociência.</p>
<p>Abaixo seguem trechos da entrevista:</p>
<p><strong>Nova visão do cérebro</strong><br />
“Todo mundo pensa o cérebro como um órgão que interpreta o mundo. Acredito que o cérebro cria o modelo do mundo, e só confirma ou nega esse modelo continuamente. (&#8230;) Minha teoria é que, ao longo do desenvolvimento, você vai mapeando a estatística de sua interação com o mundo. Essa estatística é incorporada no cérebro de tal maneira que cria um modelo de realidade.</p>
<p>Em um paciente esquizofrênico esse modelo de realidade sai de foco. Ele tem alucinações, pensa que o estão perseguindo, ouve sons. Mas o córtex auditivo está sendo ativado sem ter nenhum som. Está vindo de dentro dele.</p>
<p>Estou desenvolvendo essa teoria, explicando quais princípios regem a criação de um modelo interno do cérebro sobre o mundo. É como olhar o mundo do ponto de vista do cérebro.</p>
<p>Se você quer entender meu cérebro, você manda um sinal (visual, tátil, auditivo). Meu cérebro interpreta e você mede aqui de fora como é que reagiu. Mas esse é o ponto de vista de quem está aqui de fora – o que levou um monte de gente a pensar que o cérebro é só um decodificador de sinais. Foi a doutrina do sistema nervoso durante o século 20.</p>
<p>Quando a gente começou a olhar cérebros despertos de animais, e agora em cérebros humanos, descobrimos que o cérebro já está computando um monte de coisas antes mesmo de você mandar aquele sinal. Ele já criou uma expectativa do que você vai fazer, ou do que vai acontecer daqui a cem milissegundos, duzentos.</p>
<p>Na minha visão ele está só, basicamente, testando essa hipótese. Se é de acordo com o modelo, reage de maneira tranqüila. Senão, gera um sinal de alerta: “opa, tenho que atualizar o modelo”. O cérebro é um agente ativo, não é um decodificador passivo, um computador. É um criador da realidade, da sua realidade”.</p>
<p><strong>Movimentos aos tetraplégicos</strong><br />
“A hipótese é: o cérebro do quadriplégico continua produzindo comandos motores, só que o sinal não consegue chegar aos músculos, porque houve uma interrupção das vias de comunicação. Demonstramos o princípio de que se pode criar um desvio. Pegar o sinal direto do cérebro, usar um chip para decodificar e mandar para um braço mecânico, que teria como finalidade reproduzir a intenção motora da pessoa – como o braço faria se pudesse se mexer.</p>
<p>Usamos uma prótese mecânica para demonstrar o conceito. Ao mesmo tempo descobrimos que, em vez de usar a prótese, podemos revestir o corpo com algo que a gente chama de exoesqueleto – um robô que se veste (com motores e sensores) – e fazer o cérebro controlar esse exoesqueleto. Você “carrega” esse corpo.</p>
<p>É como besouro, que é uma carapaça que se mexe com um corpo molenga dentro. É um corpo paralisado, carregado por esse exoesqueleto, que será controlado diretamente pelo cérebro. Permitiria que a pessoa retomasse os movimentos e forneceria uma terapia para as partes paralisadas (osso, massa muscular), porque você gera movimento e tenta reverter um pouco da atonia e da atrofia.</p>
<p>A longo prazo, se funcionar, o passo final é devolver esses sinais que vêm do cérebro para a maquinaria biológica sem o exoesqueleto. É difícil no momento. Inventamos uma prótese de locomoção onde o cérebro do macaco na Carolina do Norte comandou um robô no Japão em tempo real. O robô andou de acordo com o comando que veio do cérebro do macaco e mandou de volta os sinais das pernas andando”.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/analgesico.wordpress.com/54/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/analgesico.wordpress.com/54/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/analgesico.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/analgesico.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/analgesico.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/analgesico.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/analgesico.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/analgesico.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/analgesico.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/analgesico.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/analgesico.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/analgesico.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/analgesico.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/analgesico.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/analgesico.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/analgesico.wordpress.com/54/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=54&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Nicolelis e o &#34;terceiro braço&#34; (Duke Magazine)</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Não apaguem a luz</title>
		<link>http://analgesico.wordpress.com/2008/06/19/nao-apaguem-a-luz/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 16:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Rolling Stones]]></category>
		<category><![CDATA[Scorsese]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada mais promissor do que iniciar um blog com o estilo e a juventude dos Rolling Stones. São 46 anos de estrada com o frescor e a intensidade de um adolescente. É o que provam as diversas câmeras de Martin Scorsese, no show/documentário Shine a Light, que captou o espírito rock &#8216;n&#8217; roll ainda ativo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=analgesico.wordpress.com&amp;blog=3606684&amp;post=40&amp;subd=analgesico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada mais promissor do que iniciar um blog com o estilo e a juventude dos Rolling Stones. São 46 anos de estrada com o frescor e a intensidade de um adolescente. É o que provam as diversas câmeras de Martin Scorsese, no show/documentário <em>Shine a Light</em>, que captou o espírito rock &#8216;n&#8217; roll ainda ativo de Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood (Charlie Watts nem tanto, como era de se esperar).<a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/stones_poster_oficial6.jpg"></a></p>
<p>Scorsese registrou um show dos Stones, no Beacon Theatre, em Nova <a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/stones_poster_oficial8.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-52" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/stones_poster_oficial8.jpg?w=207&#038;h=300" alt="Pôster do show/documentário" width="207" height="300" /></a><a href="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/stones_poster_oficial7.jpg"></a>York, em novembro de 2006, para um público seleto, com direito até a participação de Bill Clinton, acompanhado de sua sogra. Nesse ambiente fechado, com as câmeras dispostas à sua maneira, o diretor tentou capturar, com um intimismo impressionante, o segredo da longevidade e do espírito da banda. Cada ruga de Keith Richards, cada movimento de Jagger, cada interação com o público e com os integrantes da banda de apoio geram uma catarse coletiva e irresistível. É impossível não entrar no clima, seja sentado na poltrona do cinema ou no sofá de casa.</p>
<p>O diretor captou até a sua própria angústia diante da “desorganização” dos Stones, que liberam a lista de músicas a poucos instantes do início do show. É impagável o contraste entre o nervosismo do autor de <em>Touro Indomável</em> e a despreocupação de Richards, que não sabe quais músicas irá tocar, e Jagger, que escolhe as faixas aleatoriamente, a minutos de entrar no palco. “Nem precisa ser na ordem”, implora Scorsese, claramente deslocado de seu hábitat natural, onde costuma controlar as rédeas.</p>
<p>As participações especiais, embora um pouco desnecessárias em se tratando de Rolling Stones, acabam dando um tempero a mais para a apresentação. De certa forma, a companhia de Jack White (Rock), Buddy Guy (Blues) e Cristina Aguilera (Pop) celebram os diferentes estilos musicais que compõe o som da banda. No caso de Cristina, se não foi a parte mais brilhante do show não se pode dizer que Jagger tenha reclamado do rebolado da garota.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-53 aligncenter" src="http://analgesico.files.wordpress.com/2008/06/scorsesestones11.jpg?w=300&#038;h=236" alt="Scorsese &amp; Stones" width="300" height="236" /></p>
<p><strong>União de Titãs</strong><br />
Não é a primeira vez que essas duas instituições estão juntas. Em seu aprofundado documentário <em>The Blues – Uma Jornada Musical</em>, de 2003, Scorsese mostra Mick Jagger e Keith Richards tocando ao lado do bluesman Muddy Waters. E em seu último e oscarizado filme, <em>Os Infiltrados</em>, o som da banda cobre as primeiras cenas do personagem de Jack Nicholson com a precisa <em>Gimme Shelter</em>. Fica a pergunta: seria Martin Scorsese os Rolling Stones do cinema, ou os Stones seriam o Scorsese da música?</p>
<p>Na nova empreitada dessa dupla de gigantes, há poucos traços de documentário. São raras e rápidas as inserções de entrevistas durante o show. Geralmente, são gravações antigas onde os Stones respondem as mesmas e repetitivas perguntas de diferentes emissoras. Não são à toa as respostas debochadas e os olhares inclinados dos músicos, mas sem perder a simpatia e o carisma.</p>
<p>É aí que se justifica a opção do diretor por gravar um show, ao invés de rechear um documentário com diversas entrevistas. Os Stones já responderam a todas as perguntas em 46 anos de turnês. Suas melhores respostas continuam sendo dadas no palco, como revela vividamente Scorsese. E dispensa declarações.</p>
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